Parque Farroupilha (Redenção)

O parque na Imprensa

Cães intimidam usuários de parque

Notícia e foto publicadas na Zero Hora, de 09/04/2001, página 38

Presença de cachorro de guarda em locais públicos constrange freqüentadores e donos

Embora não haja legislação que proíba a circulação de cães de guardas em parque da Capital, a presença dos animais tem gerado constrangimento para seus donos e para usuários que se sentem intimidados por eles.
Ontem, em Belo Horizonte, um pitbull atacou e dilacerou o rosto de uma menina de cinco anos que brincava na casa da patroa de sua mãe. Ela estava sendo submetida a uma cirurgia de reconstituição da face à noite.


O economista Miguel Pereira, 67 anos, já chegou até a fazer um abaixo-assinado pedindo a construção de um "cachorródromo" na Redenção, onde os cães pudessem ficar livres mas longe da população. Não que deteste os animais, pelo contrário: tem dois exemplares da raça alemã dachshund, também conhecidos como lingüicinha. Mas ele entende que muitas pessoas se sentem incomodadas com a presença dos animais de estimação.
Passeio arriscado Prova do que diz Pereira é o que ocorre com o supervisor de vendas Rodrigo Bertani, 24 anos. Trinta minutos de passeio na Redenção, acompanhado de Horse - um pitbull de um ano e quatro meses-, foi tempo suficiente para ele ser acusado de assassino pelo menos três vezes. Os insultos diários, a maioria de pais e mães acompanhados de crianças, não intimidam o jovem. Bertani garante que seu cão nunca será capaz de atacar alguém, a não ser que receba uma ordem sua.
- A pressão é muito grande. Eu tenho passeado com ele à noite, quando o movimento é menor - diz.
Bertani conta que há duas semanas, quando houve a divulgação da notícia da morte de uma criança de um ano e meio por um rottweiler em Campo Bom, um policial militar o atacou na rua e ordenou que retornasse para casa para colocar uma focinheira no animal:
- É um absurdo. Que eu saiba não existe lei que me proíba de andar com meu cachorro na rua.

Pessoas demonstram medo dos animais na rua

No sábado à tarde, Bertani demonstrou a força das mandíbulas de seu cachorro em acrobacias próximo ao lago da Redenção e chamou a atenção de quem passeava pelo local. O operador de máquinas Alexandre Botelho Pereira, 38 anos, observou o animal ao passar com o filho de três anos pela área.
- Mantenho muita atenção e sempre me preocupo. Não acho que o cachorro deve ser discriminado. Cada animal tem uma criação - diz.
A opinião de Pereira é compartilhada pelo analista de sistemas Paulo de Paula, 38 anos. O corretor de seguros Dilson Figueiró, 47 anos, costuma desfilar com seu pastor alemão Zartan pelos parques de Porto Alegre. Ele conta que é comum pessoas saírem do seu caminho por medo de um ataque. Figueiró disse que jamais deixa seu animal livre da coleira e que está fazendo o adestramento do bicho.
- Quem tem um cão de grande porte deve tomar precauções, como quem tem uma arma - afirma.
No sábado, o cachorro de estimação de Claudette de Oliveira, moradora de Alvorada, foi morto por um cão da raça fila, que estava passeando com o dono. Segundo Claudete, o cão já teria atacado uma criança. O dono do fila prometeu matar o animal.




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