Parque Farroupilha (Redenção)

O parque na Imprensa


Limpeza do Monumento ao Expedicionário


Notícia e foto publicadas em Zero Hora, dia 07/05/2002, páginas 46 e contra-capa.
Limpeza do Monumento O Monumento ao Expedicionário, localizado no Parque Farroupilha, está passando por uma faxina.
A limpeza, coordenada pela restauradora Alice Prati, é a primeira ação do projeto Idem, que pretende unir a conservação de monumentos e campanhas sociais.
A paz no parque e no mundo será a temática desta primeira etapa do Idem. Entre as entidades parceiras da restauradora no projeto estão o Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA), a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) e o Conselho dos Usuários do Parque.
Para concluir o trabalho em apenas cinco dias, Alice conta com a ajuda de um aluno do Colégio Militar, que decidiu se engajar na campanha para homenagear seu avô, expedicionário que participou de operações na Itália nos anos de 1944 e 1945. O trabalho inclui a higienização dos bustos de Santos Dumont, do Marechal Mascarenhas de Moraes e de Duque de Caxias.
Alice trabalhará gratuitamente. Uma primeira lavagem com sabão neutro retirará resíduos de poluição e detritos químicos. Depois, a restauradora corrigirá o Ph da obra, aplicando uma solução de hidróxido de cálcio. Com o trabalho, Alice pretende chamar a atenção para a importância de a sociedade investir na conservação de monumentos. A restauradora espera que o engajamento de entidades no projeto Idem garanta seu sucesso, já que os custos para a restauração de obras são elevados.
- Não se tem um política de conservação de monumentos públicos. É difícil que os governos destinem verbas para restaurá-los - afirma Alice.
Segundo o supervisor de Praças, Parques e Jardins da Smam, Humberto Ortiz, o problema da escassez de verbas para a manutenção dos monumentos é agravado pelas depredações e roubos. O busto de Brochado da Rocha, por exemplo, também localizado no Parque Farroupilha, foi depredado cinco vezes somente em fevereiro. A reposição da placa de bronze do busto de Assis Brasil, roubada no final do ano, deverá custar R$ 20 mil aos cofres do município.
- Além do custo dessas operações, as constantes higienizações podem causar danos aos monumentos - explica Ortiz.



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