Gaúchas marcham contra a guerra   Protesto no Brique reuniu integrantes de diversos movimentos a favor da paz e da igualdade de direitos.
As mulheres gaúchas deram ontem um claro recado de que são contra a possível guerra contra o Iraque.
Representando diversas categorias de trabalhadoras, um grupo de manifestantes aproveitou o domingo no Brique da Redenção, na capital, para promover uma caminhada a favor da paz e contra todos os conflitos.
Durante o passeio, portando faixas e cartazes, as manifestantes entregaram folhetos e fitas de pulso aos freqüentadores do parque, convidando-os a se engajarem na iniciativa.
À frente da caminhada estavam as deputadas federal Maria do Rosário, estadual Jussara Cony e a ex-secretária municipal da Cultura e atual vereadora Margarete Moraes.
Segundo a integrante da executiva da CUT-RS, da Comissão de Mulheres da entidade, Rejane Oliveira, o movimento 8 de Março, formado por essas entidades, possui três eixos: contra as guerras, contra a Alca e mulheres e relações de poder.
"A paz que desejamos é para além da questão da guerra armada. Buscamos combater a violência e a discriminação contra a mulher, lutamos por justiça social e igualdade de direitos, afirmou.
A coordenadora do Coletivo Estadual das Mulheres da Alimentação do RS, Mara Terezinha da Rosa, ressaltou que o objetivo primeiro é lembrar as 129 operárias da fábrica têxtil Cottone, de Nova Iorque, que morreram queimadas em 1857, por terem protestado contra a alta jornada de trabalho diária, os baixos salários e as péssimas condições trabalhistas.
"Avançamos na conquista do nosso espaço, queremos alcançar ainda mais", declarou Mara.
"Nós, do ramo da alimentação, começamos as negociações para o dissídio coletivo, reivindicamos auxílio-creche para as trabalhadoras.
Muitas tem que tirar dinheiro do próprio bolso para pagar creche e poder trabalhar.
Queremos que as empresas paguem isso", reivindicou.