Parque Farroupilha (Redenção)

O parque na Imprensa


Justiça com identidade

Parte da Crônica de Paulo Santana publicada na Zero Hora, dia 02 de abril de 2003, página 55.

O Parque Rivadávia, cinco hectares e meio de árvores, passeios e monumentos, encravado no bairro de Cavallito, em Buenos Aires, não resistiu ao ataque dos vândalos, inteiramente depredado.
A solução para a administração municipal foi regenerá-lo, principalmente em seus monumentos, que tinham sido inteiramente desfigurados pela ação dos predadores.
Impediu-se durante dois meses o acesso do público ao Parque Rivadávia, enquanto foram gastos 1 milhão de pesos com a remodelação do amontoado de ruínas que virara o logradouro nos últimos tempos.
Leio no jornal Clarín que agora a 18 de abril, o Parque Rivadávia voltará a ser um dos mais belos cartões-postais de Buenos Aires, sendo devolvido estuante à visitação da população portenha, mas com duas novidades que vão modificar totalmente a paisagem daquele tesouro urbanístico.
Foi construída uma cerca gradeada de aço em redor de todo o parque. E à noite o parque será fechado ao ingresso dos freqüentadores.
Isso é o mínimo que a inteligência e a sensibilidade podem oferecer, no Campo de Santana, no Jardim Botânico, na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, todos cercados e fechados à noite.
E em centenas ou milhares de outros parques ao redor do mundo, que se abrem em oferta a seus freqüentadores somente durante o dia.
E se fecham aos seus dilapidadores noturnos.
Não há como não ser contundente: até quando a enraizada limitação mental porto-alegrense vai manter a Redenção sem cerca?


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