Poucas & Boas por Milton Gerson
86 artesãos instalados no passeio do Parque Farroupilha, na aveinda Osvaldo Aranha, na Capital, afirmam que vão lutar para permanecer aos domingos entre o Parque de Diversões e ao Auditório Araújo Viana.
Eles querem que a prefeitura permita a instalação de uma nova feira ali, o que não é aceito pelo secretário municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic), Adeli Sell.
Conforme o secretário, todos já foram notificados de que, por lei, só o Brique e a feira de sábado, realizadas na Avenida José Bonifácio tem autorização para funcionar nas proximidades do parque.
Os artesãos justificam que as suas presenças no local afastam marginais e traficantes e estão colhendo assinaturas de moradores e freqüentadores em um abaixo-assinado que pretendem entregar às autoridades.
Uma sugestão do vereador Isaac Ainhorn, que conta com a simpatia de Adeli, pode leva-los ao Largo Glênio Peres, no Centro, onde existe proposta de criação de um Brique aos sábados e domingos.
Maus exemplos tem sido demonstrados no Brique da Redenção aos domingos por algumas pessoas que se dizem artistas de Rua.
Um cidadão, utilizando o passeio público dos freqüentadores do Brique, produz cenas que não servem como espetáculo, apesar de algumas pessoas ainda parar no local para assisti-lo.
Com a utilização de álcool líquido, cuja proibição da venda existe para os cidadãos, exceto como combustível e uso médico, ele faz apresentações com fogo.
Depois come cacos de vidro de lâmpadas fluorescentes como se fosse um delicioso petisco.
Tudo isso aos olhos de crianças e adolescentes, colocando em risco a integridade destes que, desavisadamente, em casa, podem tentar repetir a idiotice desse sujeito, com sérios riscos à saúde.
Em outros tempos esse tipo de atividade esteve proibida no Brique e as autoridades agiam com rigor.
É hora delas, novamente, manifestarem-se evitando que algo pior aconteça.