Morte de gatos intriga a Redenção
Tão tradicionais como o Brique e o espelho d'água, os gatos do Parque da Redenção estão ameaçados.
Há seis meses, o sumiço dos animais vem intrigando duas entidades protetoras dos animais. A situação se tornou preocupante quando alguns foram encontrados mortos.
Graças ao trabalho de dois grupos - Movimento Gatos da Redenção e Ronda dos Gatos -, os animais são alimentados, medicados e castrados.
- O que me choca é que a gente tem encontrado gatos feridos quase todos os dias - afirma a jornalista Lourdes Hirata, 40 anos, membro da Ronda.
Membro do Ronda, a professora aposentada Célia Maria Plácido Santos, 53 anos, diz que vigias e moradores de rua teriam visto dois homens com dois cães pitbull atacando os animais.
Um das últimas vítimas foi Mãezinha, de dois anos, encontrada com mordidas nas orelhas e uma pata traseira decepada.
- Esta não foi a primeira vez. Além de ataque de cães, ocorre envenenamento. Temos um laudo de um veterinário que atendeu uma gata ainda viva, e ela tinha sintomas de intoxicação - conta a estudante Tais Pereira, 30 anos, do Movimento dos Gatos da Redenção.
Os grupos calculam que 35 dos cerca de 80 gatos existentes no começo do ano tenham sumido ou morrido.
A polícia não flagrou nenhum dos ataques, mas promete reforçar trabalho. O major Antonio Osmar da Silva, comandante do 1º Esquadrão de Polícia Montada, diz que a Brigada Militar tenta desvendar o mistério.
- Estamos intensificando o policiamento noturno e procurando solucionar o problema junto com a administração do parque - afirma Silva.