No próximo dia 30 de abril, o jovem artista plástico Rogério Pessôa instala, por dois meses, no espelho d'água do Parque Farroupilha, sua nova obra, "A Passagem".
Selecionada na última edição do Frumproarte, a peça tem a marca do trabalho de Pessôa, estruturada como intervenção urbana composta por 200 esculturas.
No resultado, uma inusitada paisagem, com aproximadamente 40 mil peças de cerâmica.
As peças que compõem este novo trabalho foram produzidas, pela imaginação e talento de Pessôa, em um período de quatro meses, desde a criação até a execução.
Artista Plástico presente na 3ª edição da Bienal do Mercosul com a obra "Mangue, Suor e Lágrimas", dentro do Guaíba, junto à Cidade de Contêineres, Rogério Pessoa já produziu outras obras ao ar livre, como em 2001 nas praias de Torres e do Cassino.
Sua principal característica é a tentativa de "inventar imagens", resultando numa "natureza fantasiosa, uma flora imaginária".
Para o projeto atual, Pessôa está usando hastes em ferro e cerâmica, com uma base de sustentação.
A combinação entre materiais como ferro, cerâmica, cabo de aço e soldas proporciona ao artista, verdadeiros desafios estruturais, pois precisa, por exemplo, equilibrar a fragilidade da cerâmica com a força do ferro.
Sobre sua produção, o artista a define como provocadora e instigante.
"Sempre gostei do inusitado e queria, realmente, criar algo que gerasse tal sentimento", confessa.
Certo de que todos nós brincamos com seres imaginários, Rogério Pessoa continua a vislumbrar os cenários de suas aventuras.
"Descobri que poderia multiplicar e aumentar em escala minhas esculturas, fazendo-as sair do quarto para a sala, e da sala para a paisagem", avalia.