Como os Faraós do Egito
Clóvis Breda, o administrador do parque Farroupilha, tomou corajosa atitude. Constrangido pelas depredações dos monumentos do parque, retirou-lhes os bustos e os colocou no orquidário, onde desfrutam de florida proteção. Lá estão Assis Brasil, Francisco Brochado da Rocha e o padre Cacique de Barros... A providência lembrou-me outra semelhante, no antigo Egito. Impotentes diante do saque dos túmulos dos faraós no Vale dos Reis, sacerdotes fiéis decidiram salvá-los. Na calada na noite, retiraram das suas sepulturas dezenas de múmias, entre elas a do grande faraó Ramsés II. Escoltados por soldados de confiança, levaram-nas para uma caverna no deserto, em Der-el-Bahri. Ali descansaram em paz durante 3 mil anos, quando foram descobertas por acaso. Se o orquidário do parque Farroupilha não for violado, daqui a 30 séculos os arqueólogos do futuro ali encontrarão os bustos salvos por Breda.