REDENÇÃO - O parque dos corredores
Conheça as opções de trajetos para correr e caminhar na Redenção e aproveite a volta do calor para se exercitar ao ar livre

Matéria e gráfico publicados na Zero Hora de 21 de novembro de 2008, Página 1 do Caderno Bom Fim.

zh-081121-1.jpg Os porto-alegrenses que têm na vizinhança a Redenção não raro são vítimas da inveja alheia. Não somente por ser um dos locais de lazer mais atraentes da Capital, mas por oferecer oportunidades únicas para deixar o sedentarismo de lado e adotar uma prática esportiva.
As caminhadas e as corridas são as atividades mais praticadas no local. O tamanho da Redenção é um convite à criatividade do usuário. Há várias possibilidades de trajeto entre os diferentes recantos, cada um pode inventar o seu caminho e ter controle próprio do tempo e tamanho do percurso.
Entretanto, quatro trajetos concentram a maioria dos corredores e caminhantes (veja ao lado). Quem identifica os pontos é o professor de Educação Física e coordenador do Parque Ramiro Souto (no interior da Redenção) Jaime Zorzi, 53 anos:
– Há os que correm em volta do parque, os que preferem seguir por dentro, pelo circuito da rústica, os que escolhem o espelho d’água e o grupo que opta pela nossa pista de corrida. Em qualquer caso, a vantagem é que não há subidas ou descidas.
Por essa característica, praticamente não há trajeto obrigatório para iniciantes ou não. Há sugestões baseadas na extensão dos percursos e por seu traçado, mas que podem ser adaptados. Por exemplo, a pista de corrida, pela sua divisão em raias e exatos 400 metros, permite melhor aproveitamento para atletas em treinamento. O mesmo vale para o traçado da rústica, que já foi medido em 2 mil metros, uma opção para quem corre e quer ver cenários diferentes.
– Trabalhamos, basicamente, com o critério tempo para quem procura orientação na Redenção. Em locais como a Encol, há subidas desaconselháveis para certas pessoas – explica Heloisa Regina da Silveira, coordenadora do Programa Lazer e Saúde da Secretaria Municipal de Esportes, Recreação e Lazer (SME).
Segundo ela, os trajetos que têm medição, como a pista de corrida e a da rústica, ajudam os corredores que controlam o percurso. Para quem trabalha com o tempo, a volta no parque e no espelho d’água são boas opções.
– Para caminhar a qualquer hora, o melhor é o espelho d’água. É iluminado e sempre há gente. Há risco de assaltos e constrangimentos em locais mais internos, principalmente à tardinha e à noite – adverte Zorzi.
Para correr bem. E sem lesões
> Antes de iniciar um programa de atividade física, faça uma avaliação médica. Se for possível, realize um eletrocardiograma em esforço, especialmente se você tiver mais de 35 anos
> Atividades físicas devem ser orientadas ou supervisionadas por um profissional de Educação Física
> Não esqueça de fazer alongamento, principalmente após a corrida ou caminhada
> Faça um aquecimento, uma caminhada leve antes de iniciar a corrida
> Procure realizar a atividade em horários com temperaturas mais amenas, como no começo da manhã e fim da tarde, e em locais com mais vegetação e menos poluição
> Use roupas confortáveis, adequadas à estação. O tênis precisa ser adequado à atividade, com um bom amortecedor de impacto
> Anote o tempo e o percurso para verificar sua evolução
> Monitore a freqüência cardíaca
> Se você não estiver se sentindo bem, estiver com febre, infecção, dor no peito ou outra sensação de mal-estar, não faça o exercício
> Para que o exercício traga resultados, principalmente eliminando gordura, especialistas recomendam uma fórmula simples: o cálculo da freqüência cardíaca máxima, o número de batimentos por minuto. Durante a caminhada ou corrida, o ideal é estar com os batimentos oscilando entre 60% e 75% da freqüência máxima



Voltar p/O parque na Imprensa Voltar p/Página Inicial Fechar Janela