Impasse adia cercamento do Instituto de Educação
Direção de escola e as secretarias de Obras e da Educação divergem sobre reajuste no orçamento da construção

Matéria e fotos publicadas na Zero Hora de 07 de fevereiro de 2009, Página 38. zh-090207.jpg

A menos de um mês do início do ano letivo, foi prorrogada novamente a conclusão do cercamento do Instituto Estadual de Educação General Flores da Cunha, na Capital.
Desta vez, a falta de entendimento entre a diretoria do colégio e a Secretaria das Obras Públicas mantém indefinida a data de finalização da cerca.
De um lado, o diretor da escola, Paulo Sartori, assusta-se com uma eventual suspensão nos trabalhos em função de um reajuste no orçamento, hipótese levantada, segundo ele, pela Secretaria das Obras Públicas. De outro, a assessoria de comunicação do órgão estadual afirma que não há qualquer problema com a verba de R$ 215 mil destinada à obra e que, no máximo em 30 dias, a cerca estará concluída.
Alheia ao impasse, a divisão de obras da Secretaria da Educação (SEC) confirma que não há mudança prevista no orçamento. Segundo a SEC, uma modificação no projeto seria a responsável pelo novo atraso na conclusão do cercamento, cujo prazo já havia sido descumprido devido a chuva do final do ano passado. Inicialmente previsto para novembro de 2008, o término da obra foi adiado para final de janeiro. Agora, não há data, pois houve alteração no modelo da grade a ser utilizada.
Com todos os pilares de concreto no lugar, a expectativa do diretor do Instituto de Educação é de que pelo menos seja completada a volta do cercamento, com a colocação do restante das grades e dos três portões até o dia 2 de março, quando os estudantes retornam. Faltam ainda a instalação elétrica para as luminárias nos pilares e a pintura.
Para Sartori, o mais preocupante é que parte de uma cerca de arame na Avenida Setembrina já foi removida antes de a nova ser instalada, deixando o pátio desprotegido.
– Esse é o pior momento para a obra parar. Previmos a execução para o verão justamente para aproveitar as férias dos alunos – comenta.
No ano em que completa 140 anos, o colégio prevê uma série de medidas de combate à violência que o tornou alvo fácil para ladrões e pichadores nos últimos anos. Assim que acabar o cercamento, deverão ser instaladas novas câmeras que reforçarão o monitoramento da área externa.

O centro do impasse
COMO SERÁ O CERCAMENTO

Pilares de concreto, com 2m20cm de altura, a cada quatro metros
Grade metálica com dois metros de altura entre cada pilar
Três portões: na Avenida Osvaldo Aranha, na Avenida Setembrina e no Largo Professor Francisco da Rocha (nos fundos da escola)
Cada pilar terá, embutida, uma luminária voltada para o prédio da escola, totalizando mais de cem lâmpadas
A CERCA
Por que é importante: é esperança para cessar atos de vandalismo e proteger os alunos
Início: agosto de 2008
Previsão inicial de término: 90 dias
Novo prazo de conclusão: indeterminado
Origem dos recursos: governo estadual
Empresa executora: Construtora Silveira Martins
Custo: R$ 215.502,21



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