Esta página apresenta as principais matérias publicadas pela imprensa sobre o Parque Farroupilha, sobre eventos ou acontecimentos ocorridos no parque ou sobre pessoas que lá estiveram.
Na primeira página estão sempre as matérias mais recentes (últimos 30 dias) e o índice de todas as matérias existentes.Para acessá-las basta clicar no título da notícia escolhida. As matérias estão catalogadas em ordem cronológica.
A idéia é a de termos nesta página a história contemporânea da Redenção, permanentemente à disposição para consultas ou simples recordações.
Obs.1: Todas as matérias são transcritas exatamente como constaram no veículo em que foram divulgadas. Tanto as informações como a correção ortográfica são responsabilidade do autor e do órgão de imprensa. Mesmo quando constatado que o texto contém erros gramaticais evidentes, não são efetuadas correções, mantendo-se sempre o original como foi veiculado.
Obs.2: Em período pré-eleitoral é comum a presença de candidatos aos domingos no Brique da Redenção e estes fatos normalmente são relatados pela imprensa no dia seguinte. Para evitar que esta página se torne muito repetitiva, ou se transforme em palanque eleitoral, não são reproduzidos quaisquer eventos político-partidários ocorridos no parque, mesmo que noticiados na imprensa.

Parque de batalha
Há poucos dias, fomos tomados de espanto: duas gangues se enfrentaram à bala no centro do Parque Farroupilha, ali nas imediações dos chafarizes, resultando na morte de um adolescente que parece nada tinha a ver com a rixa.
Foi um tiroteio compulsivo, que assustou centenas de pessoas e aterrorizou outro tanto.
Há muito tempo, luto inconscientemente contra isso. Quando, há quase 40 anos, lancei a ideia de cercar o Parque Farroupilha, estava tentando evitar também essa tragédia, além dos outros danos materiais e ambientais que o parque aberto provoca.
Não me passava pela cabeça que as pessoas, ao entrar num parque, não o façam por um portão com vigilância, onde fossem, senão identificadas, pelo menos vistas e notadas pela vigilância, que acautelaria os outros frequentadores todos dos inconvenientes e riscos inerentes à má frequência.
Infelizmente, a sociedade ainda não se conscientizou dos benefícios que lhe traria o cercamento dos parques.
Se se colocarem quatro grandes portões na Redenção, por onde penetraria o público, o parque perderia a condição de terreno baldio à desordem e à sujeira, responsabilizando a todos que pelos portões entrassem ou saíssem pelos prováveis desvios de conduta que tivessem lá dentro.
Assim como está, o parque é uma terra de ninguém, qualquer um tem entrada livre e não vigiada, os que querem depredar as instalações, os que vão lá para perturbar o sossego dos outros frequentadores, os que levam seus cães, muitas vezes furiosos, sem guia, para passear entre os transeuntes, os que querem praticar sexo nos recantos, os que querem assaltar e, agora, as gangues que marcam encontros de morte por tiroteios e facadas em seu interior.
Nunca vi uma ideia tão luminosa, no caso não ideia minha, porque parques fechados são vistos em todo o mundo com belos resultados, ser tão incompreendida.
Há gente que entende que cercar o parque significa mais que elitizá-lo, vedá-lo para a frequência do público.
Pelo contrário, o que a ideia propugna é que o parque seja cercado para abri-lo ao público, mas o público bem-intencionado, aquela imensa parte da população que só quer ter lazer e divertir-se no parque, sem as incomodações – e agora até o terror – de se ver rodeado por uma série de inconvenientes, cujo ápice se dá com a morte desse adolescente numa luta entre gangues juvenis, além de tantas outras mortes por assalto e outras modalidades criminosas que têm ocorrido através dos tempos na Redenção.
Na minha cabeça, não entra a ideia de manter o parque sem cerca. Até igrejas vêm sendo cercadas no interior do Estado.
Para mim, é um absurdo manter a passagem inteiramente livre, sem qualquer controle, sem qualquer vigilância no extenso perímetro das áreas abertas por todos os lados, à vontade para os inconvenientes, os predadores, os desordeiros, os brigões e até os assaltantes e assassinos.
E todos esses predadores, quando estão dentro do parque, sabem que poderão cometer qualquer irregularidade porque sua fuga e saída do parque não terá nenhum posto de controle, nenhum portão, ninguém que lhes atrapalhe a impunidade.
Malditos dias em que por insanidade mental não se cercam os parques.

Policiamento ostensivo nos parques garante segurança -
Brigada Militar e Guarda Municipal marcaram presença nos espaços verdes
Apesar do tempo instável e de uma forte nebulosidade, os parques e as praças de Porto Alegre tiveram na tarde de ontem grande movimentação. Com a temperatura mais amena, muitos aproveitaram para praticar exercícios físicos, tomar chimarrão ou apenas conversar nos bancos e na grama.
Nas principais áreas verdes da cidade, como a Redenção, uma das diferenças foi a presença de integrantes do policiamento ostensivo da Brigada Militar. A ação ocorre uma semana após o tiroteio registrado no local, que resultou em um jovem morto e cinco feridos.
A presença reforçada da Brigada Militar deve-se ao acordo firmado na semana passada entre a Secretaria Municipal do Meio Ambiente e o 4 Regimento de Polícia Montada (RPMon). A ideia é que os brigadianos façam o policiamento utilizando cavalos durante os finais de semana e feriados até 21 de abril. A ação auxiliará o trabalho que já é realizado a pé, com motos e carros. Após essa data, deverá ser firmado um convênio entre a prefeitura e a BM para que o policiamento seja diário. Os integrantes da Guarda Municipal também estiveram em um número maior para o monitoramento no parque. "Buscamos oferecer mais segurança e tranquilidade aos usuários que buscam descanso e lazer", disse o titular da Smam, Professor Garcia. O prefeito José Fogaça esteve na Redenção e verificou a segurança. O acordo abrange Parque Moinhos de Vento, o Parque da Harmonia, o Marinha do Brasil e o Alemanha.
A presença de um número maior de policiais chamou a atenção de muitos usuários da Redenção. Segundo o sargento do 4 RPMon Rodnei Lemos, a utilização dos cavalos aumenta a sensação de segurança da população. Além disso, ele destacou que o animal traz agilidade no serviço de monitoramento, facilitando o deslocamento e dificultando a fuga de suspeitos.

Dia da Mulher dá espaço a ações de conscientização -
Prefeitura lançou site para informar sobre situação das porto-alegrenses
Foi lançado ontem, pela Prefeitura de Porto Alegre, o site do Gabinete de Políticas Públicas para as Mulheres (www.portoalegre.rs.gov.br/gppm). O ato ocorreu no Parque da Redenção e contou com a presença do prefeito José Fogaça. O objetivo será a divulgação das ações que busquem a equidade, a igualdade e a inclusão social, sem discriminação de gênero. Poderão ser acessadas notícias sobre a situação da mulher, políticas públicas, projetos e ações da prefeitura, além de legislações específicas.
A prefeitura montou um estande para a distribuição de materiais e atividades alusivas ao Dia Internacional da Mulher por diversas secretarias. A Secretaria da Administração promoveu até as 14h o evento "Leve com Saúde". As mulheres puderam receber dicas de nutrição, medir o Índice de Massa Corporal e realizar avaliações de peso e altura.
A Secretaria da Educação ofereceu atividades de corte de cabelo e de confecção de sachês e biscuit, por meio de oficineiros das escolas municipais Campos do Cristal e Senador Alberto Pasqualini. Também na Redenção houve uma passeata pedindo autonomia às mulheres e igualdade de gênero.

Grupo Inter-religioso pede paz
Pedindo paz e mais segurança, os integrantes do Grupo de Diálogo Inter-religioso de Porto Alegre fizeram no final da manhã de ontem uma caminhada silenciosa pelo Parque da Redenção. Mesmo com tempo instável, a marcha partiu do Monumento ao Expedicionário, em torno das 12h30min, e seguiu até o Espelho D''água. A manifestação ocorreu no local onde, há uma semana, um tiroteio entre grupos rivais resultou na morte de um jovem.
Segundo o líder religioso da Sociedade Israelita Brasileira e integrante do Grupo de Diálogo, Guershon Kwasniewski, a tragédia foi um reflexo do crescimento da violência e da falta de diálogo. "Infelizmente, mancharam um cartão postal da cidade com sangue e medo. Precisamos estimular o sentimento de paz e atrair as pessoas novamente para virem ao Parque da Redenção, mostrando que a violência pode ser combatida e vencida se houver união", afirmou o líder religioso.
Levando uma faixa com a palavra paz escrita em três idiomas - Salam (árabe), Shalom (hebraico) e Peace (inglês) -, o grupo de cerca de 20 pessoas chamou a atenção da população e das autoridades, inclusive do prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, presente no local. "Devemos ampliar o debate sobre a segurança junto com a comunidade, porque a violência não está ocorrendo apenas nos parques e praças, mas está cada vez mais perto de nós e ao lado das nossas casas", disse Fogaça, relembrando o assassinato do secretário municipal de Saúde, Eliseu Santos, durante um assalto.
Para Kwasniewski, um dos caminhos para diminuir a violência é ampliar o diálogo. "A divergência de pensamento, de crença e de religião é muito grande, mas não precisa resultar em guerra", considerou.

COMBATE AOS BONDES - Após tiroteio e morte, BM promete policiamento -
Confronto na Redenção leva Brigada a anunciar mais vigilância em parques
A partir de amanhã, os principais parques da Capital deverão receber policiamento montado da Brigada Militar em finais de semana a fim de conter a ação violenta dos bondes.
Em um segundo momento, depois de 21 de abril, as rondas a cavalo deverão se tornar diárias na tentativa de evitar confrontos como o que resultou na morte de um adolescente domingo passado, na Redenção. Frequentadores, porém, reclamam da constante falta de segurança.
Conforme acerto feito com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) na manhã de ontem, os militares deverão circular a cavalo pelos parques da Redenção, Parcão, Maurício Sirotsky Sobrinho, Marinha do Brasil e Germânia. Esses são alguns dos principais pontos em que grupos de jovens geralmente ligados a pichações e arruaças costumam se reunir. No domingo, um conflito envolvendo duas turmas rivais das zonas norte e leste de Porto Alegre resultou em tiroteio que espalhou pânico pela Redenção, matou um adolescente e deixou outros quatro feridos.
O comandante do 4º Regimento de Polícia Montada (RPMon), tenente-coronel Florivaldo Pereira Damasceno, sustenta que a formatura de 80 novos policiais para a unidade permitirá a formação de um pelotão dedicado a aumentar a segurança nessas áreas públicas. Esse pelotão será constituído por 30 homens e não deverá se limitar ao policiamento à distância.
– A ordem é abordar, identificar e tirar armas e drogas desses jovens. Essa deverá ser a chave do trabalho – afirma o tenente-coronel.
O Conselho de Usuários da Redenção, porém, reclama que o policiamento montado já era feito há alguns anos, e acabou suspenso.
– É algo que já tínhamos e perdemos. O policial montado se impõe em áreas como os parques, em conjunto com a Guarda Municipal – diz Roberto Jakubaszko, integrante do conselho.
Ontem à noite, o conselho organizou uma reunião com autoridades para cobrar segurança em um dos parques mais tradicionais da Capital. Uma das reclamações é de que, apesar das ações eventuais, a violência tende a ser um problema recorrente.
– Quando fizemos nossa primeira reunião, nos anos 80, o tema principal já foi a insegurança – desabafa.
O comandante do 4ºRPMon afirma que, nos últimos dois anos, o policiamento a cavalo foi reduzido na cidade devido à escassez de efetivo. A formatura de novos policiais, segundo Damasceno, é que permitirá a retomada das rondas diárias nas principais áreas verdes da Capital.

Após tiroteio, Redenção em xeque
Um encontro na Redenção reuniu, ontem, as entidades ligadas ao parque e a Brigada Militar para discutir as questões de segurança que envolvem o uso do espaço. O debate foi coordenado pelo presidente do Conselho de Usuários do Parque Farroupilha, Roberto Jakubaszko, tendo sido motivado pelo tiroteio ocorrido domingo passado, que resultou na morte de um adolescente.
O comandante do 9 Batalhão da Brigada, tenente-coronel Freitas, acredita que a violência está associada ao problema da venda e do consumo de drogas na Redenção. "A Polícia Militar tem atuado com tolerância zero nessa questão", garante.
Para o vice-presidente da Associação Amigos do Bonfim, Milton Gerson, somente repressão não diminuirá a violência entre os jovens. "O problema dos bondes é de toda a cidade e deve ser discutido amplamente", definiu. Milton agendou para a próxima terça-feira, às 14h, na Câmara de Vereadores, um encontro que "será o embrião de uma audiência pública para que o bairro Bom Fim discuta o tema", disse.

70 policiais montados nos parques, meta da Brigada -
Principais espaços de lazer da Capital terão reforço neste final de semana
A Brigada Militar (BM) pretende ampliar o efetivo do policiamento a cavalo em parques e praças de Porto Alegre. Atualmente com 30 homens, a intenção é chegar a pelo menos 70 policiais montados. Eles devem estar disponíveis não só para essas áreas, mas no reforço da guarda em grandes eventos. A partir deste sábado, os parques Germânia, Marinha, Harmonia, Redenção e Parcão já contarão com policiamento montado, que será permanente em todos os finais de semana. Após o dia 21 de abril, o policiamento será diário.>br>
Ontem, o comandante do 4 Regimento de Polícia Montada (RPMon), coronel Florisvaldo Pereira Damasceno, esteve reunido com o secretário municipal de Meio Ambiente, Professor Garcia, em busca de um convênio junto à prefeitura para aprimoramento do serviço na Capital. "Isso já existia há cerca de dez anos e agora estamos retomando essa ação", ressaltou o secretário.
Conforme Damasceno, novos soldados aptos a montar a cavalo estão sendo preparados para que o efetivo do 4 RPMon seja ampliado. "Estamos com deficiência de policiais que podem fazer esse serviço. Queremos ter um bom pelotão, com capacidade para ser aumentado quando for necessário", salientou o coronel.
Inicialmente, a proposta prevê que haja dois homens para cada cavalo. Atualmente, são 90 animais disponíveis em Porto Alegre. No entanto, parte dos soldados que costumam fazer montaria estava incluída na Operação Golfinho, que foi encerrada no último final de semana.
De acordo com o coronel, o policiamento a cavalo conta com uma série de vantagens. Entre elas, está a supremacia de força e a boa visibilidade, tanto da população em relação ao policial quanto do agente diante dos acontecimentos.
Em ações especiais, a Brigada tem o costume de colocar um policial montado para cada seis ou dez agentes que estão a pé.

Espaço no Brique
A prefeitura de Porto Alegre deve esclarecer os critérios de concessão de espaços no Brique da Redenção. Sempre soube que eram destinados ao artesanato e a antiguidades. Jamais a produtos industrializados.
Como se explica a venda autorizada pela Smic de incenso? E de produtos, visivelmente fabricados em série, acobertados como se fossem artesanato indígena? Agora, para minha surpresa, encontrei uma tenda, no lado do parque, de um empreendimento imobiliário. Cadê a coerência na ocupação desses espaços?
Rui Bisch Fabres
Engenheiro – Porto Alegre

Usuários da Redenção se reúnem
O Conselho de Usuários do Parque Farroupilha realiza hoje, às 17h, a primeira reunião ordinária do ano. O encontro será no Orquidário do parque e é aberto a toda a comunidade. Deverão participar do encontro representantes da prefeitura, especialmente das secretarias ligadas à segurança e ao meio ambiente. Conforme um dos integrantes do conselho, Roberto Jakubaszko, a questão da segurança no parque é o principal item da pauta, principalmente após o tiroteio ocorrido no domingo passado, que resultou na morte de um adolescente.
"A segurança é um item sempre presente nas nossas reuniões. É inadmissível que tenha ocorrido essa tragédia. Acreditamos que a Redenção precisa de um policiamento mais ostensivo", afirmou Jakubaszko. Ele salientou que a maioria dos integrantes do Conselho é contra o cercamento do parque, pois isso acarretaria um custo ainda maior de manutenção. "Além disso, ele foi concebido arquitetonicamente para ser um local aberto para toda a população", explicou.
O conselheiro ainda informou que outros temas serão discutidos no encontro, entre eles os 75 anos do parque, que serão celebrados em setembro, e as obras de remodelação do Auditório Araújo Vianna.

GANGUES NA REDENÇÃO - O desabafo de quem vive sob a baderna
O confronto entre dois grupos de adolescentes ocorrido no domingo no Parque Farroupilha, em Porto Alegre, despertou a atenção da população para a ascensão de um fenômeno complexo e perigoso. Os disparos de arma de fogo que deixaram um garoto morto e levaram pânico aos frequentadores do parque revelaram a ameaça representada pela multiplicação dos “bondes”, grupos de jovens que costumam se organizar pela internet e se reunir em parques e shoppings. O episódio do domingo mostrou a contraface terrível do fenômeno: a transformação do bonde em gangue, a rixa entre bandos diferentes, o uso da web para incitar a violência e a transformação dos parques em território de guerra.
Geralmente vinculados a alguma área da cidade, os grupos costumam sofrer a infiltração de adolescentes com inclinação para a violência. Foi o caso do domingo, quando ameaças pela internet feitas entre integrantes de um bonde da Vila Jardim e um rival do Campo da Tuca resultou em conflito e na morte de um adolescente.
Nesta reportagem, Zero Hora apresenta o desabafo de moradores das redondezas e apresenta as soluções para estancar a violência juvenil.
itamar.melo@zerohora.com.br
“Moradores ficam reféns do medo”
Embora o crime de domingo possa ter causado muita perplexidade em alguns, para os moradores da região isso é fato corriqueiro, e não traz surpresa alguma. Já faz algum tempo que os domingos na Redenção são complicados. Há mais ou menos uns 5 anos, a ZH fez uma grande reportagem sobre os jovens que invadiram o Nova Olaria e espantaram os clientes. Na realidade, o que vem acontecendo hoje é consequência daquilo.
Os jovens que seguem invadindo a Lima e Silva e que provocaram o fechamento de quase todas as lojas do Nova Olaria, o término do tradicional cinema-café-chope no Guion aos domingos, que provocaram o cercamento do shopping com grades assim como o cercamento do supermercado Zaffari da Lima e Silva também com grades, são os mesmos que provocam grandes arruaças, depredação na Redenção aos domingos a partir das 15h30min, mais ou menos. Tanto que após esse horário os moradores do entorno do parque ficam com medo de sair às ruas.
O que aconteceu não foi surpresa para nós que estamos acostumados em ver cenas deploráveis todos os finais de semana a céu aberto na Redenção. Os estupros por aqui ficaram bem mais frequentes, os jovens, que se vestem de preto e roxo, se excedem no álcool e nas drogas e estão acabando com a paz dos moradores e com o Brique da Redenção. Pelo menos a parte das antiguidades, que vai da João Pessoa à Santana, não mais funciona depois das 16h, embora os expositores tenham brigado há anos, para ficar até as 18h.
Eu moro na Travessa da Paz desde 1993, época em que a rua fazia jus ao nome, o que não mais acontece, pelo menos não mais aos domingos. Costumávamos receber os parentes e amigos para os almoços dominicais e depois passeios no Brique e na Redenção. Hoje os parentes e amigos querem é distância daqui, assim como nós. Moro a meia quadra do parque e, nos domingos, tenho de colocar meus cães no carro e levá-los a outros parques pelo medo e insegurança que temos no entorno da Redenção. Policiamento por aqui é raro e, quando tem, é claramente insuficiente.
Os jovens que tomam conta do parque costumam depredar tudo, promover brigas com paus, pedras e garrafas, consomem álcool excessivamente (vinhos em garrafas plásticas, misturado com cachaça e cerveja), consomem drogas ao ar livre em plena tarde, principalmente crack, fazem sexo a vista de todos etc. Brigas de gangues por aqui são bem comuns, só que até agora não tinha ocorrido nenhuma com desfecho tão trágico, embora já tenha havido tiroteio e até ameaças com armas.
Tenho um vizinho que já foi brutalmente espancado só por ter chamado a atenção de um garoto que estava depredando uma árvore. Outra amiga minha foi espancada, gratuitamente, em janeiro quando voltava do passeio com o cachorro (e ela só pensava na sorte que teve em não estar acompanhada também da filha de nove anos que costuma ir ao parque brincar com o cachorro).
Como disse, cada morador daqui tem uma história bem escabrosa pra contar. Uma câmera oculta por aqui nos domingos revelaria imagens estarrecedoras do que acontece num dos locais mais tradicionais da cidade. Uma fruteira localizada na Rua Venâncio Aires fatura alto aos domingos só por vender bebida alcoólica para esses jovens, muitos deles ainda bem distantes de completar 18 anos. É muito comum ver essas crianças caídas bêbadas e chapadas pelo parque, ou então fumando crack às vistas de todos, ou fazendo sexo ao ar livre sem qualquer pudor.
Infelizmente faltam palavras para descrever o horror que é por aqui aos domingos. Os prédios estão depredados, vidros quebrados, a Redenção é puro caco de vidro. As lixeiras do parque assim como as árvores amanhecem carbonizadas nas segundas-feiras. Indescritível. Os moradores de três bairros (Farroupilha, Santana e Cidade Baixa) ficam confinados em suas casas, reféns do medo.
Nós não sabemos mais a quem recorrer, quando chamamos a polícia eles não vêm, e francamente, entendo que eles não venham pois é uma turba revoltada, bêbada e drogada contra dois, ou no máximo três policiais. Posso relatar a vocês casos de espancamento, brigas, estupro e depredação que são comuns agora e sei que meus vizinhos sabem de outros tantos casos.
*O leitor que mandou o relato para Zero Hora pediu para não ser identificado, por temer represálias.
MORADOR DO BAIRRO BOM FIM*A REVOLTA DA POPULAÇÃO
O tiroteio no Parque Farroupilha gerou preocupação no Estado e motivou dezenas de comentários em zerohora.com:
“Insegurança! Até quando? A falta de eficiência da polícia e dos orgãos de segurança devem ser responsabilizados. Os frequentadores do parque, como eu, sabem que isso era um fato bem provável, pois há alguns meses essas gangues andam por lá, enfrentando-se, criando alguns tumultos e deixando as pessoas receosas. E a polícia pareceu não tomar atitudes preventivas. O mais popular ponto de lazer da Capital tornou-se um lugar de pânico!”
Leonardo Dias
“Triste a sociedade onde os jovens se deixam influenciar pela cultura que é caracterizada pela violência, pelo que há de pior. Todos temos culpa pelo que está acontecendo aqui no Rio Grande do Sul. Somos coniventes com essa juventude que está à solta, sem regras, sem limites, cujos pais estão cada dia mais permissivos e ausentes. As leis não são nem punitivas e muito menos educativas. Precisa essa sociedade de urgentes medidas antes que um jovem ensandecido entre numa sala de aula atirando a esmo.”
Beatriz Portela
“Desisti de ir à Redenção há muito tempo. Quando não são os vagabundos se engalfinhando, são os políticos e seus cabos eleitorais atormentando e sujando o chão com o lixo eleitoral.”
Eduardo Mulher
“Tenho quatro filhos, todos homens. Sinceramente acho que tudo isso que está acontecendo com nossos jovens é graças a esse site de relacionamento, Orkut. Se não tivesse esse site, não haveria tanta rivalidade entre eles, nem vários outros crimes.”
Viviane Carvalho
“Moro próximo à Redenção e eu mesmo ja fiz ligações para o 190, denunciando confrontos dessas gangues nas imediações. Certa vez começaram o confronto na praça e terminaram na Venâncio Aires, na esquina da João Pessoa. Essas gangues de desocupados estão aos domingos na Redenção e na Lima e Silva, vagando nas imediações em pequenos grupos, provocando e ameaçando pessoas diferentes da tribo deles. O esperado aconteceu! Que se matem!”
Márcio da Silva
“É uma tristeza. A nossa Capital está virada num lixo só. Domingo, esses marginais tomam conta da cidade e das praças e fazem arruaças. Quando a polícia quer fazer algo, os cartolas dos senhores Juízes defendem e mandam soltar os marginais. Onde vamos chegar?”
Jane Devens
“Eu teria ido com minha família no horário do ocorrido, para ensinar minha filha a andar de bicicleta. Não fomos. Sorte nossa. Além da necessidade de ter sorte (ou proteção de Deus) devido à falta de segurança pública, vemos a Redenção cada vez mais suja, também devido à falta de cuidados de quem a usufrui. Afinal, qual será o preço da nossa “redenção”?”
Raquel Apratto Maciel

Exibicionismo e terror no parque
O duelo de gangues que resultou em uma morte e quatro feridos, no último domingo na Redenção, já seria aterrorizante se tivesse ocorrido em qualquer outro espaço da Capital. É ainda mais chocante porque teve como cenário o principal parque da cidade, onde milhares de pessoas se reúnem aos fins de semana. O enfrentamento de cerca de 40 adolescentes armados, em plena tarde de domingo, na área central do parque, em meio a pais com filhos pequenos, é a expressão do contraste entre a Porto Alegre que vê a Redenção como símbolo de tranquilidade e de lazer e a cidade atormentada pela violência e por todas as manifestações de crueldade.
É injustificável que o setor de segurança tenha falhado em evitar o que ocorreu e que um parque com tanta gente não conte com o policiamento ostensivo que exige. Soube-se, logo depois do confronto, que as gangues marcaram o duelo pela internet. O mais grave é que, pelo depoimento de testemunhas, esse não foi o primeiro episódio envolvendo os grupos rivais. Em pelo menos outras duas oportunidades, as mesmas gangues enfrentaram-se no mesmo local.
As falhas começam pelo fato de que as ameaças virtuais, facilmente identificáveis por profissionais de inteligência, são do conhecimento das autoridades de segurança, como admitiu um oficial da Brigada Militar. Se a rivalidade, que tenta medir forças de delinquentes, invariavelmente se transforma em brigas de rua, com datas marcadas para os duelos, os policiais deveriam estar mais atentos a esses movimentos, especialmente quando o confronto é anunciado para um local como a Redenção. Com a falha na prevenção, os grupos tiveram tempo para se reunir no centro do parque e, depois de provocações, partiram para o enfrentamento, com o uso de armas de fogo, sem a intervenção imediata do policiamento ostensivo.
A delinquência juvenil não pode agir livremente e tampouco se sobrepor às estruturas policiais, em quaisquer circunstâncias, e menos ainda em episódios de exibicionismo que resultam em morte e contribuem para estender a espaços consagrados de lazer a sensação de insegurança e impunidade. As autoridades responsáveis pela segurança pública ficaram em dívida com a população.

Câmeras vão vigiar parques e o Laçador
A insegurança em parques e áreas de lazer da Capital será combatida com o uso de câmeras de segurança.
A prefeitura pretende concluir em dois meses o processo para instalar 25 equipamentos, que serão monitorados pela Guarda Municipal.
A localização de 20 deles já está definida. Os parques Marinha do Brasil e Farroupilha receberão 11 vigias eletrônicos. Outros três irão para o Parque Moinhos de Vento. Também serão guarnecidos o Paço Municipal e a orla do Guaíba.
Alvo de mais uma pichação na madrugada de ontem, a Estátua do Laçador passará a ser vigiada por uma câmera. A pichação de ontem foi a terceira no monumento e a segunda em pouco mais de duas semanas. O episódio anterior ocorreu na madrugada de 14 de fevereiro. Os pichadores podem ter sido os mesmos nas duas ocasiões.
Depois do ataque anterior, a Guarda Municipal reforçou a fiscalização no local. Os patrulhamentos durante a noite aumentaram de três para cinco. A pichação de ontem ocorreu entre as patrulhas da 0h14min e das 3h30min.
– Não temos efetivo para manter um homem fixo – afirmou o comandante da Guarda Municipal, Roben Martins.
A esperança de dar um fim a pichações como a de ontem reside nas 25 câmeras que serão implantados com recursos do governo federal, em um investimento de R$ 700 mil. O secretário municipal de Direitos Humanos e Segurança Urbana, Nereu D’Ávila, informa que as câmeras já chegaram e que falta concluir a licitação por meio da qual será escolhido o local de monitoramento. O secretário acredita que esse processo deverá demorar em torno de 60 dias.
Ainda sem um esquema de prevenção eficiente contra as pichações, o Laçador conta pelo menos com um remédio rápido. Os garranchos feitos pelos vândalos no monumento duraram poucas horas.
No começo da tarde, o Departamento Municipal de Limpeza Urbana já havia removido os rabiscos. Isso foi possível porque a estátua está protegida por tinta antipichação, responsável por formar uma película que isola e protege a pintura original. Basta uma lavagem para deixar o monumento como novo.
Onde ficarão as câmeras
JÁ DEFINIDOS
- Monumento ao Laçador, 1 câmera
1) No lado esquerdo/frontal do monumento
- Redenção, 5 câmeras
1) Início da Rua José Bonifácio
2) Rua José Bonifácio com Avenida João pessoa
3) Roseiral
4) Chafariz central
5) Próximo ao Café do Lago
- Parcão, 3 câmeras
1) Em frente à Biblioteca Moinhos
2) Parte superior, perto da Rua Comendador Caminha
3) Perto da administração do parque
- Parque Marinha do Brasil, 6 câmeras
1) Estacionamento próximo ao campo de futebol
2) Em frente à administração do parque
3) Atrás da administração do parque
4) Próximo aos banheiros
5) Próximo ao canhão
6) Próximo aos banheiros e ao viaduto
- Orla do Guaíba, 3 câmeras
1) No primeiro quebra-molas no sentido Centro-bairro
2) Em frente ao Anfiteatro Pôr do Sol
3) Em frente aos campos de futebol
- Paço Municipal, 2 câmeras
1) Em frente ao paço, do lado esquerdo
2) Em frente ao edifício José Montaury
EM ESTUDO TÉCNICO
- Orla de Ipanema, poderá receber 2 câmeras
- Parque Chico Mendes, poderá receber 3 câmeras

TIROTEIO NA REDENÇÃO - Como briga foi armada
Confronto ocorrido em parque da Capital no domingo à tarde matou um garoto de 15 anos e levou pânico a frequentadoresRelatos de 30 adolescentes envolvidos no tiroteio de domingo no Parque Farroupilha (Redenção), em Porto Alegre, levaram a Brigada Militar a acreditar que o confronto foi alimentado por ameaças feitas pela internet e por mensagens de celular. A briga de bondes transformou em praça de guerra uma área de lazer que é símbolo da Capital, causando pavor entre os frequentadores.
Ontem, um dos cinco baleados – Gabriel Medina Marques, 15 anos – morreu no Hospital de Pronto Socorro. Foi no hospital que o 9° Batalhão de Polícia Militar colheu relatos dos adolescentes. Segundo o comandante, o tenente-coronel Alfeu Freitas, o conflito foi entre grupos rivais da Vila Jardim e do Campo da Tuca.
A BM apurou que no grupo maior, da Vila Jardim, a maior parte dos jovens estava na Redenção apenas para passear. Esse grupo tinha cerca de 40 integrantes, dos quais em torno de cinco vinham trocando ameaças com uma gangue do Campo da Tuca.
– No meio desse grupo maior, que não sabia de nada, havia alguns que estavam ali com intenção de conflito. A informação que temos é que o pessoal do Campo da Tuca anunciou pela internet que os rivais não deviam ir à Redenção, porque não iam permitir. Que gangues são essas ainda é preciso investigar – disse o tenente-coronel.
Conforme o comandante do 9ºBPM, os tiros foram desferidos por integrantes do grupo do Campo da Tuca, que eram cinco ou seis e teriam chegado separadamente ao parque. Segundo Freitas, não foi mais possível localizar as mensagens trocadas na internet.
– Eles deletaram. O problema é que, segundo nossas informações, já surgiram mensagens da gangue da Vila Jardim falando em vingança – disse.
A origem da briga seria o roubo de um boné, segundo um morador da Capital que conhece um integrante de uma das gangues. Ele contou a Zero Hora que na semana passada, também na Redenção, os dois grupos se encontraram. Um adolescente da Vila Jardim teria tido o boné apanhado por um jovem do Campo da Tuca. Segundo o homem ouvido por ZH, as duas gangues costumavam frequentar o Parque Germânia, mas, por causa da presença de seguranças, trocaram a área de lazer da Zona Norte pela Redenção recentemente.
Dois suspeitos já foram identificados
A Polícia Civil tem o nome de dois suspeitos de serem os autores dos disparos que mataram Gabriel e deixaram quatro jovens feridos (dois de 17 anos e um de 16). Os criminosos seriam dois adolescentes, ambos de 17 anos e moradores dos arredores do Campo da Tuca.
O caso está sendo conduzido pela 1ª Delegacia para o Adolescente Infrator (Dpai). O delegado Sérgio Domingues, que responde interinamente pela delegacia, quer ouvir parte das 54 pessoas levadas no domingo à DPPA, quase todas adolescentes suspeitos de integrarem bondes da Vila Jardim. Pelo menos três testemunhas também foram arroladas pela polícia.
itamar.melo@zerohora.com.br
ITAMAR MELO
O que aconteceu
- Milhares de pessoas aproveitavam o dia de folga na Redenção, no domingo à tarde, quando membros de gangues rivais teriam se enfrentado a tiros no parque. Pelo menos cinco pessoas foram baleadas. Um adolescente foi atingido na cabeça e morreu ontem.
- De acordo com a polícia, um dos bondes envolvidos no tiroteio da tarde de domingo no Parque da Redenção seria do Campo da Tuca.
- Embora tenha informações sobre os atiradores, a Brigada Militar ainda não sabe de qual das gangues da vila eles fazem parte.
- O outro bonde envolvido no confronto seria de adolescentes do bairro Vila Jardim e, de acordo com a BM, teria sido identificado como A Firma.
Pessoas choravam e se jogavam ao chão
A transformação de momentos de lazer e convívio com amigos em uma experiência aterrorizante abalou quem estava no Parque Farroupilha na tarde de domingo. Frequentadores relatam instantes de pânico.
A estudante de Ensino Médio Ohara Reis, 17 anos, que ia à Redenção em todos os fins de semana para encontrar parentes e amigos, é taxativa:
– Não pretendo voltar à Redenção nunca mais, nem que me paguem.
Ohara estava a poucos metros do local onde ocorreram os disparos. Tomava chimarrão com duas amigas perto do chafariz, por volta das 16h30min, quando foi sobressaltada pela chegada de um grupo de aproximadamente 50 adolescentes que batia palmas e cantava. Uma de suas amigas, Camila Braga, 20 anos, conta que os integrantes estavam bem vestidos e usavam bonés e tênis com aparência de novos.
– Eles cantavam “é hoje, é hoje”. Andavam organizados, em cinco fileiras, como se fosse em um desfile militar – conta Camila.
Redenção estava lotada, com famílias e crianças
Depois da chegada espalhafatosa, o grupo se instalou junto ao chafariz do parque e não fez mais alarde. As amigas se tranquilizaram. Elas não viram nenhum outro grupo se aproximar. Meia hora depois, escutaram cinco tiros. O pânico se instalou. Ohara lembra dos gritos de “corre, corre” e “deita no chão”. Ela saiu em disparada, pensando que se tratava de um arrastão.
– A única coisa que consegui fazer foi correr. Fui para trás de uma árvore. Quase desmaiei. Fiquei em pânico e não conseguia achar a saída do parque. Eu estava desesperada.
Camila conta que na hora da fuga olhou para trás e notou que os integrantes do grupo de adolescentes também se dispersavam, misturando-se aos demais frequentadores do parque. A Redenção estava lotada naquele momento, com muitas famílias e crianças. Dezenas de pessoas jogavam-se ao chão, outras corriam.
– Era muita gente desesperada, crianças chorando, mãe correndo com carrinho de bebê – conta Camila, que não pretende retornar mais ao parque.
No pandemônio que se seguiu, Ohara se perdeu das amigas. Foi encontrá-las só mais tarde, junto à Avenida José Bonifácio. Levou-as para a casa da avó, nas proximidades.
– Deitei no sofá e chorei – relata.
Uma nutricionista de 23 anos que pediu para ter o nome preservado também estava perto do chafariz. A jovem conta que, no primeiro momento, ela e as amigas acreditaram que os tiros eram foguetes disparados durante o jogo do Grêmio.
– Gurias, é tiro! – ela gritou.
As jovens se deitaram na grama. Esperaram os tiros silenciar e então fugiram com a multidão.
– A gente só queria sair dali.
A nutricionista conta que ficou apavorada, mas que não pretende deixar de ir ao parque.
– Se pensar assim, não saio mais de casa.
Guarda Municipal será reforçada em junho
Embora não seja uma solução capaz de deter a ação de gangues, a Guarda Municipal deverá aumentar seu efetivo em 50% em junho. Cem novos agentes serão selecionados para entrar em ação provavelmente em junho, somando-se aos cerca de 200 guardas em atividade. Esses guardas são responsáveis por preservar o patrimônio municipal, mas também têm se somado aos policiais militares na tarefa de prender criminosos quando há flagrante em locais como a Redenção.
A Brigada Militar não tem planos de aumentar o policiamento em lugares como a Redenção e o Parcão – espaços que, como o Parque Maurício Sirotsky Sobrinho, estão na jurisdição do 9º BPM. O comandante do batalhão, tenente-coronel Alfeu Freitas Moreira, informa que o policiamento ostensivo desses locais envolve agentes uniformizados e à paisana. Moreira diz que as inúmeras gangues de Porto Alegre procuram atuar em áreas com mais concentração de pessoas pela facilidade para fugir.
O comandante do 9º BPM recomenda que a população não deixe de circular pelos parques:
– Pedimos que as pessoas observem movimentos suspeitos. Normalmente, os membros das gangues andam com o mesmo chapéu, a mesma camisa ou o mesmo tênis. Quem notar algo assim deve informar ao 190.

Morre jovem baleado na Redenção
O adolescente de 15 anos baleado na nuca com um tiro de pistola calibre .40, morreu às 8h30min de ontem no HPS. Ele e mais quatro jovens foram feridos no domingo durante um confronto no Parque da Redenção, na Capital. Um dos rapazes, de 17 anos, atingido de raspão nas costas, fugiu durante a madrugada do HPS. No domingo houve um enfrentamento de grupos rivais armados na Redenção.
O tiroteio teria sido acertado pela Internet por meio de um site de relacionamentos. A Brigada Militar apreendeu 40 adolescentes, levados ao Departamento Estadual da Criança e do Adolescente, mas liberados depois, já que não haveria provas de que estivessem realmente envolvidos no confronto. Em Farroupilha, no bairro Industrial, outro homicídio: Rafael Rios, 25, foi morto a tiro dentro de um Tempra na madrugada de ontem. O autor, preso em flagrante, portava uma Taurus 32.

TIROS NO PARQUE - Confronto de gangues fere cinco na Redenção -
Um dos adolescentes baleados foi ferido na cabeça e estava em estado gravíssimo até ontem
Milhares de pessoas que aproveitavam o domingo de sol na Redenção, na Capital, viveram momentos de pavor na tarde de ontem.
Depois de marcarem o encontro pela internet, cerca de 40 jovens de gangues rivais, da Vila Jardim e do Campo da Tuca, na Zona Leste, se enfrentaram a tiros e pelo menos cinco garotos acabaram baleadas.
Quatro adolescentes com idades entre 16 e 17 anos foram alvejados no pé, nas costas, na cintura e no ombro e estão fora de risco de vida. Um adolescente de 15 anos foi atingido na cabeça e, até ontem à noite, seu estado era gravíssimo.
– Foi o terceiro domingo seguido que essas gangues brigaram aqui. Das outras vezes, ficaram apenas nas agressões, mas agora voltaram armados – garantiu um vendedor de cachorro-quente, que não quis se identificar.
Depois da confusão, cerca de 50 jovens foram levados pela Brigada Militar à Delegacia da Criança e do Adolescente. Vestidos com bermudas e usando bonés (a maioria com a aba virada para a nuca), os adolescentes estavam revoltados. Um deles, de 16 anos, antes de entrar em um micro-ônibus da BM, afrontou um policial militar:
– Por que vocês não vão lá pegar o cara que deu os tiros? Ele vai morrer, pode acreditar, ele vai morrer – disse, colocando o dedo em riste antes de ser empurrado para dentro do veículo.
Eles foram ouvidos como testemunhas e depois liberados.
O tumulto começou por volta das 17h30min. Cantando palavras de ordem e batendo palmas, os grupos entraram na Redenção pela Avenida Osvaldo Aranha. Nas imediações do espelho d’água, eles começaram a se ofender. O relato de uma testemunha aponta que dois deles estavam armados e começaram a atirar.
– Deram pelo menos 10 tiros. Foi um horror, todo mundo saiu correndo. Acho que nunca mais trago minha filha aqui – disse um mulher de 34 anos, que se atirou no chão durante os tiros com a filha de 12 anos.
A Brigada Militar já havia conseguido identificar pelo menos um dos atiradores, um adolescente morador do Campo da Tuca. Os PMs tentavam localizar o jovem, mas até a madrugada de hoje ninguém havia sido preso.
– Eles vivem se jurando pela internet, e desta vez, infelizmente, cumpriram a promessa – disse o comandante do 9º BPM, tenente-coronel Alfredo Freitas.
Com os tiros, o pânico tomou conta do parque. Um policial federal aposentado que passava a tarde na Redenção socorreu o rapaz ferido na cabeça. Ele viu quando o atirador e dois comparsas saíram correndo em direção ao campus da UFRGS. Em meio ao tumulto, pelo menos três crianças se perderam dos pais e ficaram 40 minutos no parquinho até serem encontradas pelos pais.
*Colaborou Gustavo Azevedo

Tiroteio causa pânico na Redenção
Uma briga de gangues entre jovens do Campo da Tuca e da Vila Jardim assustou a centenas de pessoas que aproveitavam o domingo de sol no Parque da Redenção, em Porto Alegre. Pelo menos cinco adolescentes, todos menores de idade e pertencentes ao mesmo grupo, foram baleados e atendidos no Hospital de Pronto Socorro (HPS). O caso mais grave é de um rapaz que levou um tiro de pistola .40 na nuca, que transfixou o crânio.
Segundo testemunhas, mais de dez tiros foram desferidos em duas sequências. Supostamente, as balas teriam sido disparadas por dois membros do Campo da Tuca, em direção à gangue da Vila Jardim, composta por mais de 40 pessoas. No momento do confronto, que aconteceu por volta das 17h15min, junto ao chafariz, na região central do Parque Farroupilha, os agressores estavam em menor número.
Uma das testemunhas, afirmou que, um pouco antes dos tiros, os agressores se aproximaram do outro grupo por meio de provocações. "De um lado do chafariz, pelo menos um dos jovens que vestia camisa azul e mochila, começou a atirar contra o grupo que estava reunido no outro lado. Os tiros causaram um enorme corre-corre. Muitas pessoas se jogaram no chão, enquanto outras tentaram fugir", lembrou a testemunha, ainda assustada.
O tenente Sumann, da Brigada Militar, foi um dos primeiros a chegar no local. "Tentamos identificar as pessoas, mas elas se dispersaram rapidamente", afirmou. Segundo levantamento da Polícia, mais de 50 jovens estavam envolvidos. O inspetor Renato Martins, da Volante da Polícia Civil, afirmou que, pelo menos, duas armas foram usadas pelos agressores. Além da pistola .40, outro revólver, provavelmente de calibre, 38 foi utilizado.
No local onde ficou o jovem atingido na nuca, peritos do Instituto Geral de Perícias (IGP) encontraram uma cápsula de projétil de pistola, possivelmente o que tenha atingido o rapaz. "Essas duas gangues vêm se enfrentando há algum tempo, inclusive já ocorreram confrontos aqui mesmo, na Redenção, mas sem o uso de armas de fogo, como agora", disse Martins. Ele afirmou, ainda, que todas as informações estão sendo repassadas para a Delegacia de Homicídios, que deverá ficar responsável pelas investigações.
Logo após o ocorrido, cerca de 40 adolescentes foram detidos pela Brigada Militar e policiais do Departamento Estadual da Criança e do Adolescente (Deca). O grupo foi encaminhado para identificação, mas todos foram liberados por não ter envolvimento com o tiroteio. Até o fechamento desta edição, o jovem baleado permanecia no HPS.
Em alguns segundos, o ''clima'' de tranquilidade e diversão, característico dos finais de semana no Parque da Redenção, se transformou em pânico e medo. Dezenas de pessoas se atiravam ao chão; outras, paralisadas, gritavam; pais corriam com seus filhos no colo, enquanto disparos de arma de fogo se multiplicavam. Foram mais de dez tiros. No início, a dúvida sobre os estampidos. Depois, a única certeza é de que o perigo estava a metros, próximo ao chafariz, frequentado por muitas famílias, especialmente as com crianças que levam suas bicicletas, e grupos de amigos. Ali, as pessoas fugiam para onde podiam. Na área onde proprietários de cães levam os animais para brincar, frequentadores protegiam familiares e mascotes. Policiais da Brigada Militar, que chegaram instantaneamente ao local, invadiam as passagens entre os gramados em busca dos autores dos disparos, em viaturas e motocicletas. Algumas testemunhas relatavam à BM a direção da fuga de suspeitos, enquanto curiosos se aproximavam das pessoas baleadas próximas ao espelho d´água. Uma mulher, que atirou-se ao chão ao meu lado, ainda afirmou: "Falei para o pessoal para irmos embora, que no final da tarde acaba dando arrastão."
Rosangela Groff, editora do CP

Calor não tirou o brilho da promoção do Sesc-RS na Redenção
Sob uma temperatura que fez jus ao nome, o POA 40º - evento esportivo promovido pelo Sesc-RS e Rede Record - reuniu 31 equipes de handebol, futebol, basquete, futevôlei e vôlei de areia, neste final de semana, no Parque da Redenção, em Porto Alegre. Nas quadras de areia montadas próximo à Oswaldo Aranha, os atletas e o público enfrentaram, nesse domingo, temperatura de 35ºC e sensação térmica próxima dos 40ºC. As equipes vencedoras do torneio, que tem nova rodada no próximo final de semana, garantem classificação para a final estadual do Circuito Verão Sesc de Esportes, nos dias 6 e 7 de março, em Torres. Mais informações pelo telefone (51) 3342-5535.

As touradas em Porto Alegre
No dia 14 de fevereiro de 1910 não houve edição do Correio do Povo. Na época, o jornal não circulava às segundas-feiras
O público que assistia às touradas realizadas na Praça de Touros, localizada na esquina da Rua da República, no atual Parque da Redenção, envolvia desde o mais humilde até a alta sociedade da época. Os touros eram procedentes da Fazenda Leão, considerados os mais bravios.
TOURADAS
Com uma enchente á cunha, a ponto de ser esgotada a venda de localidades, realisou-se ante-hontem, no circo do Campo da Redempção, a corrida annunciada pela empreza Amaral, em beneficio do habil e intelligente artista Manoel Antelo, espada da quadrilha.
O que de mais distincto, tanto no bello sexo, como no masculino, possue a nossa sociedade, se via no circo, que apresentava, nesse dia, o mais attraente aspecto. A funcção foi magnifica, quer pelas peripecias nella occorridas, quer pela excellencia da maioria dos touros, todos muito bons. E muito melhormente apresentar-se-iam elles ás sortes, si não estivessem um pouco enfraquecidos, ao que parece pela falta de conveniente alimentação. Ainda assim, alguns dos animaes exhibidos, já pela sua braveza, já pela rapidez de suas arremettidas, deram que fazer aos artistas. Nessa corrida, deu-se uma circumstancia curiosa: todos os artistas, sem excepção de um só, trabalharam com rara felicidade. Ou fosse pelo desejo que todos nutriam de dar uma esplendida funcção, em honra ao beneficiado, ou fosse porque todos estivessem bem dispostos, ou fosse pela qualidade dos touros, ou por qualquer outro motivo, em summa, o facto é que, mesmo os que até aqui se têm mostrado mais mediocres, na arte tauromachica, postaram-se com a maior galhardia, executando bonitos e arriscados passes. Foi um verdadeiro desafio, em que cada qual se esmerou em bem trabalhar. Francisco Antelo uma das primeiras figuras da troupe, fez uma bella péga, que muitos e justos applausos lhe valeram. Esperando de costas o touro, conseguiu elle prender-se perfeitamente entre as duas aspas do animal, onde se conservou firme. Logo em seguida, Gamuzzi, estimulado por essa sorte, também espera, de costas e ajoelhado, o touro, igualmente agarrar este pelas duas aspas. Uma tempestadade de applausos coroou o arrojado trabalho do valoroso artista. O nosso patricio Luiz José Cabral, a quem coube lidar, a cavallo, o 4 touro, metteu-lhe varios ferros. Como é natural, em se tratando de um amador, o seu trabalho não foi completo, visto ter deixado que o touro tocasse, por diversas vezes, o cavallo que montava. Despresado esse senão, em que temos visto cair, frequentemente, cavalleiros de profissão, deve-se confessar que se houve Cabral com relativa habilidade. O moço de forcado Munhoz Sogado, que pela primeira vez se exhibiu na arena toureando, enfeitou o animal com algumas bandarilhas, aliás bem postas. E'' elle um principiante que muito promette, não só pela sua coragem, como pela destreza e gosto que revela. Diremos que a funcção de ante-hontem agradou geralmente, sendo opinião de quantos a ella assistiram que, bem poucas vezes, os artistas poderão, em conjunto, trabalhar com tanta felicidade e exito. Um curioso, de nacionalidade hespanhola, teve a perna fracturada, conforme noticiámos em outro logar desta folha, ao pretender emfrentar com o ultimo touro, destinado aos amadores. O pobre homem foi retirado, em braços do redondel, onde apenas se apresentaram tres ou quatro curiosos, que não conseguiram tirar o premio. O touro que era reforçado e atropelador, afugentou, naturalmente, outros pretendentes ao premio, que nem siquer se animaram a descer á arena. Foi até para se lamentar que um touro tão bom deixasse de ser lidado pela quadrilha.
Touradas do dia 17/1/1901
Apesar das corridas realisadas no velodromo da União Velocipedica e das diversões populares na rua dos Andradas, foi extraordinaria (quasi uma enchente á cunha), a concorrencia á funcção effectuada ante-hontem pela empresa Amaral. Os touros apresentados eram regulares, mas em sua maioria negaceadores, pelo que permittiam aos artistas a execução de melhores sortes. Da primeira parte, que constou de quatro touros, foi o clou a bonita péga feita por Gamuzzi que, sentando-se em um banco e dando as costas ao touro, consegiu apanhal-o perfeitamente entre as aspas. O Bahiano e o valente moço de forcado Munhoz Salgado, mettidos em cavallos de papelão, deram sortes comicas de fazer todo o publico, a bandeiras despregadas. Tram-bulhões em penca, quedas grotescas, cambalhotas, tudo concorreu para que a pantomima tivesse o fim desejado - produzir franca hilaridade entre os espectadores. Só essa nota verdadeiramente carnavalesca, que teve a funcção de ante-hontem, valeu o preço da entrada.

Atrações para quem fica na cidade
Para quem fica em Porto Alegre nessa época de verão e de muito calor, uma boa dica de saúde e lazer é aproveitar o Projeto Verão 2010, que disponibiliza atividades esportivas e de recreação em vários locais da cidade, como o Ginásio Tesourinha, Redenção e o Lami. O projeto é da Secretaria Municipal de Esporte, Recreação e Lazer.
No Tesourinha, as atividades ocorrem de segunda a quinta-feira, das 7h30min às 11h30min e das 16h às 20h. Algumas novidades para este mês são Dança Tai Chi Chuan, ginástica chinesa e Yoga, e o público pode ainda aproveitar esportes como alongamento, dança e vôlei. Horários podem ser conferidos no site www2.portoalegre.rs.gov.br - link da Secretaria ou pelo telefone (51) 2389-4867. Em janeiro, cerca de 1,2 mil pessoas aproveitaram as atividades no Tesourinha, que são gratuitas para todas as idades e não precisam de inscrição.
Na Redenção, estão programadas para fevereiro campeonato de futebol sete. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas na secretaria do parque, conforme disponibilidade de vagas. Informações pelo telefone (51) 3311-4877. No Lami, as atividades ocorrerão nos finais de semana deste mês, das 14h às 18h e serão diversificadas para crianças, adolescentes e adultos. O público pode participar de vôlei de praia, pingue-pongue, basquete, além do ônibus brincalhão, cama elástica, jogos de mesa e empréstimo de brinquedo. As inscrições, gratuitas, podem ser feitas no local (av. Beira- Rio, 79). A prefeitura ainda oferece, até o dia 28, pela manhã e à tarde, de terças a domingos, piscinas públicas em sete Centros de Comunidade: Restinga, Cavalhada, Sarandi, Medianeira e nas vilas Santa Maria Goretti, Floresta e Ingá.

MEMÓRIA - Vaso ornamental volta à Redenção
A escultura em forma de vaso ornamental da Redenção voltou a embelezar o parque desde a tarde de terça-feira. O monumento, em frente ao orquidário da Redenção, havia sido destruído pela queda de uma árvore, durante um temporal no ano passado.
Construído em concreto armado, a obra pesa cerca de 150 quilos e mede 1m80cm. O titular da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam), professor Garcia, acompanhou a atividade, que exigiu o uso de caminhão-guincho para seu deslocamento.
As fortes chuvas no final do ano passado causaram a destruição de monumentos e esculturas da Redenção, que, aos poucos, vêm sendo consertados pela Smam.

WIRELESS à prova - ZH DIGITAL TESTOU OS PONTOS DE ACESSO GRATUITO À INTERNET SEM FIO EM ÁREAS PÚBLICAS DA CAPITAL
Além de árvores, e espaços de lazer, Porto Alegre oferece um atrativo extra em áreas públicas. Cinco espaços na Capital têm acesso wireless (sem fio) gratuito à internet: Praça da Alfândega, Mercado Público, Parcão, Redenção e Esplanada da Restinga. Nas últimas segunda e sexta-feira, ZH Digital percorreu esses locais para verificar a qualidade da conexão oferecida.
No teste, feito usando um netbook e um smartphone, o Mercado Público revelou ter a rede mais rápida (confira resultado detalhado no infográfico ao lado). A Praça da Alfândega é o único dos hotspots, como são chamados esses locais, em que não foi possível obter conexão. Segundo a Procempa, empresa de processamento de dados do município responsável pelo serviço, o problema se deve às obras no projeto Monumenta que estão sendo realizadas no local. A previsão da coordenação do projeto é de que os trabalhos devem seguir até o final de setembro.
Mas se você mora na Capital e desconhecia a existência dos pontos de wireless gratuitos, não se espante. A falta de identificação dos totens com os roteadores é um dos problemas dos hotspots. A Procempa, porém, tem planos para melhorar a situação.
– Nossa intenção é dar mais visibilidade a esses locais, colocando placas para os usuários – diz o diretor-presidente da empresa, André Imar Kulczynski.
Na Capital, além dos hotposts mantidos pela Procempa, shopping centers, lojas, restaurantes e outros estabelecimentos também oferecem acesso wireless gratuito, embora não sejam espaços totalmente públicos. Abra seu computador e experimente.

Sombra e chimarrão para enfrentar o calor
Para amenizar a sensação térmica, os porto-alegrenses tiveram que improvisar. No Parque da Redenção, um dos pontos mais movimentados da cidade, as sombras foram os espaços mais disputados. Enquanto isso, a área do chafariz, onde o banho não é permitido, ficou lotado por crianças e jovens. Apesar do calor, que chegou a 40,4º graus, o chimarrão, um dos principais hábitos do gaúcho, esteve presente nas rodas de amigos e famílias.

Auditório Araújo Vianna
A Opus promoções, que já havia anunciado a Vonpar como uma das patrocinadoras das obras de reforma do Auditório Araújo Vianna, confirmou agora o ingresso da Oi como maior investidora no projeto de Parceria Público Privada (PPP) firmado com a prefeitura da Capital. Agora, depois de quatro anos e meio interditado, o Auditório Araújo Vianna pode finalmente ser reformado e voltar a receber shows e outros eventos nos próximos anos. No total, a reforma deve custar mais de R$ 10 milhões. “Só não começamos as obras ainda porque estamos no aguardo de uma liberação da prefeitura”, explica Edgar Ruther, gerente comercial da Opus. O anúncio da participação da Oi foi feito pela Opus nos últimos dias de 2009.
Instalado no Parque da Redenção desde 1964, o Araújo Vianna ganhou reformas parciais, que incluíram a inauguração de uma cobertura de lona, em 1996. Ao longo dos anos, a deterioração do novo teto, somada a outros problemas como infiltrações, pichações e a ocupação do entorno por moradores de rua, acabou determinando interdições pontuais – até seu fechamento total e a conclusão de que só uma grande restauração poderia torná-lo novamente apto a receber o público.
Com capacidade para 3 mil pessoas, o Araújo deve ser fechado com uma cobertura fixa de madeira. O projeto prevê ainda vedação acústica do auditório, com climatização, poltronas de teatro, bar e melhorias em sua acústica.
Segundo Ruther, que segue em busca de patrocínio, as obras não devem durar mais que 18 meses. A última previsão, de que o auditório pudesse ser reinaugurado em 2010, no entanto, não deve ser cumprida.

Obituário - Maria da Graça Figueiredo Zanotta
Uma das fundadoras do Movimento Gatos da Redenção, Maria da Graça Figueiredo Zanotta morreu na segunda-feira, aos 54 anos, na Capital, vítima de infarto.
Nascida em Porto Alegre, formou-se em Turismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Trabalhou em agências de turismo. Casou-se no início da década de 1980 com André Behs e foi para Três Coroas.
Desde 2001, dedicava-se ao Movimento Gatos da Redenção, responsável por recolher, castrar e encaminhar para adoção os felinos do parque. Maria da Graça ia duas vezes ao dia ao local para alimentar os animais, conhecia a todos e chamava-os pelo nome. Organizava feiras de adoção na Águia Veterinária, da qual era colaboradora.
Filha de Fernando Bento Zanotta (falecido) e Dionea Figueiredo Zanotta, não teve filhos e deixa o irmão, Fernando.

Maria da Graça Zanotta

Parque de batalha
Policiamento ostensivo nos parques garante segurança
Dia da Mulher dá espaço a ações de conscientização
Grupo Inter-religioso pede paz
COMBATE AOS BONDES - Após tiroteio e morte, BM promete policiamento
Após tiroteio, Redenção em xeque
70 policiais montados nos parques, meta da Brigada
Espaço no Brique
Usuários da Redenção se reúnem
GANGUES NA REDENÇÃO - O desabafo de quem vive sob a baderna
Exibicionismo e terror no parque
Câmeras vão vigiar parques e o Laçador
TIROTEIO NA REDENÇÃO - Como briga foi armada
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TIROS NO PARQUE - Confronto de gangues fere cinco na Redenção
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IPA realiza exposição sobre o Parque Farroupilha
Mostra da Redenção vai até 4 de fevereiro
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